terça-feira, maio 15, 2012

Foothold Trap

Inside my being resides
The emptiness and desolation
Attacking from all sides
Soul gone dark destination

I've been here for days
Trying to escape my life
But now I'm unable to run away
Felt it like a stabbing knife

Lost my foot I'm shouting pain
Crawling this belligerent land
Choking slowly with the rain
Blood and dirt in my hands

Trapped prisoner in the floor
Lost here and never found my way out
Delight and joy I will meet no more
No-one will find me the louder I shout

Foothold trap for a human being
Suffering like a damned creature
Maybe revenge for thousands dying
But what I've ever done to nature

Innocent animal laying on the floor
Tasting the cruelty of my heartless kind

Forgive me...

The Screaming Curse

Time for isolation
Harvest your pain
Suffer until submission
Time to get insane

Sorrow until death
Run away from delight
It's simple math
That fits in you just right

Meet the ghost brigade
Haunting you for effect
Hear their tenebrous serenade
Or yourself you must reject

You're nothing, nothing more
Than a rotting heart full of wounds
Feeling pain from soul to core
Asking you demons where may smiles be found
Where your curse shall make no sound

quinta-feira, maio 10, 2012

A Sun Crushing Into You

I'm a sun crushing into you
I'm a mouth swallowing mankind
I'm the sorrow and you have no clue
I'm departing you from joy that I'm unable to find
I'm the one who steals all the light
I'm the screams you wish you could silence
I'm the chaos that even I can't fight
I'm the death you must accept without defiance
I'm the hatred that rises with no end
I'm the tears that crush into the floor
I'm the mistakes that even I can't emend
And I'm killing myself until I raise no more

Caminho sem significado

Só um homem que se arrasta
Nocturnamente por entre floresta
Que não finda, e grita "basta!"
Com a pouca força que me resta

Grito de sofrimento lhe alcança
Ecos da sua própria voz

É difícil ter esperança
Quando se está a sós

O frio já é insuportável
Só quer os braços dela...
Onde deixou de ser notável
A dor desta colossal cela...

Esta colossal cela onde a dor ecoa
Sem significado este Universo
E só uma única, uma única pessoa
Pode pôr o meu mundo inverso

Este mundo parece ter sido feito
Para nos consumir a alma e destruir-nos
Fecha-nos com o pior destino eleito
Submete-nos ao horror até ruirmos

E nós estamos a cair com morte marcada
E nesse queda assombrados vivemos
Uma vida sem sentido e destronada
Por uma brigada que nos castiga por algo que nunca fizemos!

E ficam a ver
Eu a tentar fugir...
Sem me avisar que não há saída
Mas eu sou louco e não paro...
Por mais veneno de melancolia
Que o meu coração bombeie...
E sou só um homem...

E quem vai pagar
Quando eu os derrotar?
Mesmo sendo só um homem...

Putrefacto... Triste...

Já não resta tecido
Que proteja este coração
Já está tudo apodrecido
Já nada esconde a desilusão

Este coração podre está
Desapareceram as suas vestes
E um dia até ele desaparecerá
Para que nunca mais se moleste

Quer gritar mas não tem força
Arrasta-se com dor e grunhe
Tem a resistência de louça
Sem espaço para que mais uma maldição nele se cunhe

É de um vívido caos iminente
Que ele está tão, tão farto...
Um mundo de sofrimento que ele sente
Morre a esperança após o seu parto

Tudo está mal e errado
Um par perfeito dividido por montanhas
O único astro importante está tapado
Dói da alma às entranhas...

E quando é que essa nuvem sai do céu
E quando é que essa montanha desaparece
E quando é que dessa perfeição cai o véu
E quando é que se apaga esta dor que em mim padece

E só pergunto porque tem de ser assim...

quinta-feira, maio 03, 2012

Momento de Fraqueza II

Momento de Fraqueza II

E nasce o ódio nas minhas mãos
Onde padece esse maldito crânio
Que protege o cérebro da desilusão
Canceroso como exposto a urânio

E para as minhas mãos olho com raiva
Com raiva e com nojo da ossada
Vou destruí-la com força de saraiva
Ver o cérebro rebentar e mais nada

De quem é este cérebro, surge a questão
Não é de ninguém, eu sei que é estranho
Mas não é mais que fruto da minha imaginação
Algo para culpar, porque mais nada tenho

Algo para dizer que me destronou
E com tinta me tatuou injustiça
Uma maldição com que me derrobou
Quase como num acto de imatura cobiça

E eu queria tanto chegar àquela estrela
A minha estrutura e massa é perfeita para a colisão
Mas com esta praga... nem vê-la...
Bombeia sangue a fracas golfadas o meu coração

E eu que nem nunca fiz nada de mal
Aperto com força este crânio nojento
Mas logo me lembro que ele é irreal
Quem pagará por este sofrimento?

E morre o ódio para dar lugar à desilusão...

quinta-feira, abril 26, 2012

Falling into decay

My world keeps falling into decay
I wish I could tell you something
But there's nothing left for me to say, now...
I'm dying with everyone around me
But what's the point of waiting for death
If your eyes I cannot see...

I wish could ask you
If you could save me
And close me...
In your silent sweet gates of joy

Have mercy of me
I regret my failures
Take my poor hand
And drive me to joy
I beg you...

I lay on the floor completely forsaken
Broken bottle of wine mixed with my tears
Without you I lose myself in decadence and isolaton
Please come and save me, I beg you...

I can barely breath
If you're not beside me
Lies the darkness
In the place where you should be

Come and bring that light with you
I beg you, have mercy of me
Come and let me see your angel smile
I beg you, I need the heart of thee

My world keeps falling into decay
I wish I could tell you something
But there's nothing left for me to say, now...
Dying so slowly I wish you could be near...
But what's the point of waiting for death
If your voice I cannot hear...

My world keeps falling into decay
And I'm begging you just one more time
Please come and save me in my darkest day... now...

segunda-feira, abril 23, 2012

O céu brilhará para nós!

Canto lamentações
Cala-me, imploro-te
Afogo-me em emoções
Dá-me a tua mão, eu imploro-te...

Perdidos no Universo
Tão longínqua distância
O meu céu nocturno em nuvens imerso
O brilho das estrelas não me alcança

Mas eu só preciso de ver uma estrela
Tu...
A toda hora, quem me dera vê-la...
Tu...

Perdidos no Universo
A cair no profundo oblívio
À deriva em verso
Procuro a tua luz para meu alívio

É doloroso, sofremos cada dia
Eu sei, vivemos uma distância atroz
E mesmo mergulhados em melancolia...
Eu prometo, um dia o céu brilhará para nós!

sexta-feira, abril 20, 2012

Nos teus olhos...

Sempre me senti tão inadequado
Sempre senti que não pertencia aqui
Sempre me senti tão condenado
Mas o meu ser libertou-se no olhar de ti

Este mundo sempre me pareceu tão sujo
Sempre me deu vontade de o esmagar na minha mão
Sempre me questionei quando daqui fujo
Mas o olhar de ti deu-me a salvação

Nos olhos do mundo sou impuro e louco
Mas nos teus olhos isso são meshugas
Se sou louco é por ti e não é pouco
No olhar de ti sorrio até ganhar rugas

E nos teus olhos encontro a beleza
Assim como em todo o teu rosto
Que me salvaste tenho a certeza
Aproximava-me da hipotermia neste lago de desgosto

Perdido numa noite fria na floresta
No brilho dos teus olhos encontrei a saída
Perdido na decadência julgando que nada me resta
Com o brilho dos teus olhos sarei a ferida

Nos teus olhos torna-se de novo carne o meu coração
Quando pensara ser uma pedra que se agita
Nos teu olhar encontrei a razão de viver, a paixão
Em mim a felicidade, tão mas tão alto grita!

segunda-feira, abril 16, 2012

Congelado

Agarra-me
Eu estou a cair
Pára-me
Porque estás a sorrir?
O teu sorriso incendeia
Estou a arder
E mesmo nesta noite fria de lua cheia
O lago vai derreter
Não vês que paraliso com a tua graça
Não vás que sem ti o frio se desenlaça
Não consigo ir embora
Com esses olhos brilhando a toda a hora

Por favor o lago está a derreter
Tira-me daqui ou vou morrer...
Estou a cair não vás...
Vou morrer volta para trás
Porque me deixas aqui?
Não sobrevivo sem ti...
Volta...
Agarra-me...
Não me deixes congelar...

E de repente... Apercebo-me que não existes...
E o mais curioso... nem eu...